terça-feira, 20 de abril de 2010

A Ética nas Redações

Por: Marcos Leivas - leivas@vetorial.net

Antes as melhores redações tinham jornalistas especializados capazes de avaliar e julgar argumentos de governantes e até de cientistas. Hoje, isso somente acontece com jornalistas de revistas ultra-especializadas em determinado assunto. Isso se deve as relações públicas generalizadas, que fizeram o conhecimento, o saber, se distanciar das redações em virtude da correria vivida. Mas e a ética?

“A imprensa pode atuar como reserva critica perante o espetáculo”

Ou seja, os jornalistas também devem ser críticos quanto às campanhas das assessorias que mandam “propagandas” de filmes, por exemplo. Se eles não forem críticos, a relação direta da reportagem com a realidade pode ficar obstruída, distanciada, porque com a enxurrada de press-releases das AI’s os jornalistas podem acabar não indo atrás da realidade. Que tal então o download do filme (praticidade) em vez de ir ao cinema para fazer uma crítica coerente?

Já que a prática jornalística depende muito da reflexão e do estudo, entende-se que a ética deveria estimular o crescimento de profissionais críticos. Certo? Talvez seja uma utopia na realidade globalizada, mas se dizem que os poucos é que são os bons, sempre existirá, então, uma chama de que a ética para com as necessidades comunicativas continuará existindo. Basta acreditar.

Seja com o download do filme ou, melhor ainda, com alguns reais investidos na sétima arte, saídos dos bolsos rasos dos jornalistas brasileiros.


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