quinta-feira, 29 de abril de 2010

O grátis vale a pena?


Com o lançamento do polêmico livro FREE, O Futuro dos Preços, escrito pelo jornalista Chris Anderson, uma nova linha de pensamento começa a atormentar a mente dos empresários que tentam encontrar um ponto de equilíbrio entre o desejo coletivo por produtos e serviços gratuitos e um modelo viável de negócios.
Ainda mais quando se trata de internet, onde existe democratização das ferramentas de produção permitindo que qualquer usuário mesmo sem conhecimentos aprofundados sobre edição possa expor seus vídeos e distribuí-los em sites institucionais, pessoais, comunitários, portais, etc.
Os autores WERNECK; CRUZ analisaram o caso da imobiliária Tecnisa, a forma de utilização do Youtube como ferramenta de marketing para decisão de compra de um imóvel, uma vez que é uma decisão importante e complexa, pois se trata de um bem caro que envolve decisões de caráter emocional e racional, então é necessária a obtenção de informações detalhadas. Havendo um vídeo, a planta, preço e o mapa de localização os clientes sente-se mais confiantes em efetuar a compra.
Convém destacar que a escolha pelo Youtube foi dada tendo em vista a visibilidade desta ferramenta que já ultrapassa 10 milhões de usuários por mês. A Tecnisa teve, portanto a percepção de que existe oportunidade de negócios na internet se a empresa tiver pronta para marcar presença. Aliás, esse foi um dos motivos que levou a empresa a criar uma nova função no organograma da área de marketing: o Gerente de Redes Sociais.
Tornou-se imprescindível cuidar do posicionamento institucional com os consumidores participando ativamente da construção do produto/serviço. Chris Anderson nomeia como “mão de obra involuntária”, exemplificando melhor, significa que cada acesso que você realiza no Google, está ajudando a empresa a melhorar seus algoritmos de localização de anúncios.
A economia digital está gerando novos mercados, como o de baixar músicas sem custo, conversar pelo skype sem se preocupar com a conta telefônica, abrir conta de e-mails, enfim a oferta gratuita de serviços é tanta que modelos estão sendo repensados. É o caso das empresas internacionais: Samplelab, Ryanair, Better Place, Zecco e Universidade de Berkeley.
De qualquer forma, a obra promete ser uma leitura essencial, um registro de nossa época. Para conhecer melhor as idéias de seu novo livro, recomendo a leitura da Revista AdAge que traz ótimas entrevistas com o autor.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Nós não vamos pagar nada, é tudo free!

E lá ao fundo, o saudosista sempre entoa: "Ah mas a leitura na tela do computador não é como aquela no bom e velho papel!". Poisé, não é. Mesmo assim, os moderninhos vem ecoando mais alto: ler agora é digital e for free. Isso mesmo, livros para download grátis vem se tornando de fácil acesso, quase como aquela história de injeção na testa, sabe? Ok, sem tanto exagero, mas isso é só um comentário para ilustrar a facilidade de acesso atual, que um acervo muito grande de obras literárias vem tendo em diversos sítios web. De obras clássicas até textos bastante atuais, muitos materiais vem sendo digitalizados e disponibilizados na rede, nesta onda do download. É fato que o ato de ler  em telas digitais implica alterações no ato de ler, mas o conforto de ter sempre acesso a bibliotecas inteiras, e o melhor, de forma gratuita (sem risco de multa e preocupação com renovação), tem incentivado e muito a leitura  na rede ou via download.

Abaixo, selecionamos alguns sites para você baixar livros eletrônicos gratuitamente e experimentar dar aquela atualizada na leitura, que há tempos tem sido uma promessa:

Portal Domínio Público - Traz versões eletrônicas de títulos que já caíram em domínio público e são gratuitas, como a obra completa de Machado de Assis, e outros, como “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, e livros de William Shakespeare traduzidos para o português.
eBookCult - Essa biblioteca digital tem versões gratuitas de livros como “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Mello Neto, “As Aventuras de Sherlock Holmes”, de sir Arthur Conan Doyle, e “Brida”, de Paulo Coelho.
Littérature à emporter - Site que oferece livros eletrônicos gratuitos em francês. Tem clássicos como “Don Quixote”, de Miguel de Cervantes, “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, e obras de Charles Dickens
Google Books - Graças a um acordo com várias editoras norte-americanas, o Google consegue exibir na web milhares de livros, na íntegra, nos computadores. É possível fazer buscas no conteúdo dos títulos, mas o internauta não pode imprimir as páginas para ler longe do PC.

domingo, 25 de abril de 2010

Alternativas

Fazer download de arquivos é uma prática que gera frequentes discussões sobre sua legalidade, se deve ser pago ou não, direitos dos autores envolvidos...  mas, indo um pouco além destas questões éticas, existem algumas alternativas que permitem que façamos downloads de forma segura e legal. Um exemplo disso são as obras que cairam e dominio público, e podem ser utilizadas sem a cobrança de direitos autorais, o Governo Federal mantém uma biblioteca digital com diversas obras aqui e neste outro site também é possível encontrar vários clássicos da literatura. Uma outra alternativa são os arquivos que estão sob a licença Creative Commons onde os autores abdicam de alguns de seus direitos, em favor da disperção da obra, seguindo algumas regras que eles mesmos determinam. Para quem busca imagens, o Prof. Roberto Tietzman publicou em seu twitter uma compilação com sites de busca de imagens de domínio publico e Creative Commons feita por ele, que você pode ver aqui. Estas alternativas ainda não atendem todas as áreas do conhecimento que gostariamos de ver livre na web, mas indicam uma alternativa eficiente de difusão de conteúdo.

Os rumos do download


O download hoje mostra-se como um dos principais pilares da internet. Grande parte das coisas que buscamos na web passa pelo processo de baixar alguma ferramenta/aplicativo. Os números de downloads são expressivos em um panamorama onde grande parte da populacao brasileira ainda nao tem acesso a banda larga. Quando o serviço de acesso rápido a internet for ampliado, conforme promete nosso presidente, os downloads se tornarão cada vez mais populares. E a gama de ferramentas, aplicativos, conteúdo de entretenimento só tende a aumentar e a mostrar uma diversificação sem limites, personalizada para cada usuário. Neste contexto promissor, os grandes players de entretenimento já estão buscando alternativas pra tornar esse mercado "free" em um mercado rentável. Locadoras de DVD online que permitem baixar os últimos lançamentos do cinema, sites que oferecem uma assinatura mensal para download de músicas, jogos pagos, entre tantos outros exemplos mostram como a indústria consegue contornar a perda de receita provocada pelos downloads considerados ilegais. Resta saber se os internautas estarão receptivos a estas novas possibilidades e se procuararão no conteúdo pago uma forma de satisfazer com rapidez e qualidade seus desejos e interesses na web.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Ética nas Redações

Por: Marcos Leivas - leivas@vetorial.net

Antes as melhores redações tinham jornalistas especializados capazes de avaliar e julgar argumentos de governantes e até de cientistas. Hoje, isso somente acontece com jornalistas de revistas ultra-especializadas em determinado assunto. Isso se deve as relações públicas generalizadas, que fizeram o conhecimento, o saber, se distanciar das redações em virtude da correria vivida. Mas e a ética?

“A imprensa pode atuar como reserva critica perante o espetáculo”

Ou seja, os jornalistas também devem ser críticos quanto às campanhas das assessorias que mandam “propagandas” de filmes, por exemplo. Se eles não forem críticos, a relação direta da reportagem com a realidade pode ficar obstruída, distanciada, porque com a enxurrada de press-releases das AI’s os jornalistas podem acabar não indo atrás da realidade. Que tal então o download do filme (praticidade) em vez de ir ao cinema para fazer uma crítica coerente?

Já que a prática jornalística depende muito da reflexão e do estudo, entende-se que a ética deveria estimular o crescimento de profissionais críticos. Certo? Talvez seja uma utopia na realidade globalizada, mas se dizem que os poucos é que são os bons, sempre existirá, então, uma chama de que a ética para com as necessidades comunicativas continuará existindo. Basta acreditar.

Seja com o download do filme ou, melhor ainda, com alguns reais investidos na sétima arte, saídos dos bolsos rasos dos jornalistas brasileiros.


- Links relacionados:

Baixar filmes é pirataria?, por Cayo Medeiros

Debate MTV: Downloads configuram crime?

Ética e cidadania, por Filipi Souza


segunda-feira, 19 de abril de 2010

Apesar da pirataria os DVDs sobreviverão.

Quem usa a internet com bastante frequencia certamente já baixou algum filme pela rede. É prático, em alguns casos rápido, e grátis. Tal costume causa algumas perdas para a indústria do cinema e dos DVDs. Entretanto, Chris Anderson já pregava na cauda longa que há espaço para todos no mercado. No caso da pirataria dos filmes, os cinéfilos de plantão encontram agora obras cults e raras em DVD. Segundo matéria do Estadão, obras raras podem ser a salvação da mídia, que em tempos de Blue Ray e downloads massivos, perde cada vez mais espaço. Vale a pena conferir.Abraços